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No Caminho dos Tornados


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"No Caminho dos Tornados"

…uma equipa portuguesa...

…uma aventura imperdível...

…uma nova realidade! 

No seguimento da recente criação da Troposfera – Associação Portuguesa de Meteorologia Amadora e dos objectivos definidos pela mesma, uma das actividades de destaque que será desenvolvida será a produção, em 2015, do documentário “No Caminho dos Tornados”, constituído por 10 a 12 episódios e filmado integralmente no conhecido “Corredor dos Tornados” nos Estados Unidos, o local onde ocorrem os eventos meteorológicos mais intensos e em maior quantidade do planeta - os tornados. Será um documentário pioneiro em Portugal e onde se tentará conhecer as especificidades meteorológicas daquela zona e efectuar uma comparação com a realidade portuguesa, tentando perceber o que se poderá fazer em Portugal, de forma a melhorar as previsões e a prevenção da população para este tipo de situações.

 

A nossa motivação

Desde os primórdios dos tempos que os fenómenos atmosféricos maravilham os humanos. De manifestações dos Deuses, a castigos celestiais, várias têm sido as explicações dadas ao longo da história a estes mistérios com origem nos céus. Actualmente, grande parte destes fenómenos já tem a devida explicação científica, embora ainda subsistam muitos “segredos” por desvendar, na sua totalidade.

 

Permanece, no entanto, a “magia” subjacente à observação directa dos fenómenos atmosféricos mais extremos, em que todo o poder da atmosfera é revelado aos olhos de quem os observa. Da pura emoção, à descarga de adrenalina sentida em cada relâmpago que atravessa os céus e ao medo intrínseco do desconhecido, são estas sensações que impelem os “caçadores de tempestades” a perseguirem essas mesmas manifestações da atmosfera, com o objectivo de as “viverem” e de capturarem esses momentos em fotografia e vídeo.

 

Em Portugal, o nosso clima relativamente calmo apenas permite, na maioria das vezes, alguns episódios pontuais de trovoadas mais intensas durante o ano, por vezes acompanhadas de granizo de maior dimensão e de algumas rajadas de vento mais fortes. No entanto, nos últimos anos, tem-se assistido a um cada vez maior número de registos de eventos meteorológicos mais severos, onde se podem destacar o tornado de Tomar, o tornado de Lagoa-Silves, o recente tornado de Paredes, um evento relativamente raro de “Sting Jet”, que causou ventos com rajadas de grande intensidade da zona oeste de Portugal e as cheias da Madeira, entre outros. Estes eventos têm como denominador comum os prejuízos materiais significativos que causaram, bem como a ocorrência de vítimas mortais em alguns deles.

 

Não é ainda certo se este aumento de eventos indicia uma cada vez maior propensão do clima a este tipo de fenómenos mais severos, ou se o mesmo também poderá resultar da facilidade cada vez maior de registar em fotos e vídeos esses mesmos eventos, por parte da população. Verifica-se, no entanto, que se torna cada vez mais prioritário preparar os cidadãos para esta temática, apostando na sensibilização e educação dos mesmos. Ao nível da previsão e procedimentos de actuação para aviso da população, há também ainda muito por fazer. O facto de estes fenómenos serem relativamente raros por cá, não permite um conhecimento aprofundado sobre os mesmos nem de como se deve actuar perante uma possível situação do género.

 

Por outro lado, os Estados Unidos da América são afectados, todos os anos, por um grande número de eventos atmosféricos mais extremos, onde predominam os tornados. Por esse facto, tanto as entidades estatais responsáveis pela previsão e emissão de avisos, bem como a própria população, encontram-se entre as melhor preparadas no mundo, para este tipo de situação. Os próprios “caçadores de tempestades” têm um papel muito importante na observação e emissão de avisos à população.

 

Desta forma, torna-se importante ter a possibilidade de observar a formação destes fenómenos no local onde os mesmos se desenvolvem em toda a sua magnitude, bem como verificar os modos de actuação das entidades estatais e dos próprios “caçadores de tempestades” americanos, o que nos irá permitir alargar profundamente os nossos conhecimentos sobre esta temática. A realização de um documentário e também a posterior discussão daquilo que observarmos e aprendermos junto das entidades responsáveis do nosso país, irão permitir analisar quais os procedimentos que poderão ser adoptados em Portugal e adaptados à nossa realidade, com vista a melhorar a previsão e os avisos à população. Por outro lado, pretendemos também, com o documentário, dar a conhecer estes fenómenos de forma mais aprofundada à população, de forma a tentar “desmistificar” os mesmos e a sensibilizar e educar os cidadãos para os procedimentos que deverão adoptar em caso de emergência.

 

Este é o nosso grande objectivo!

 

O nosso projecto

O projecto consistirá em levar a uma equipa da Troposfera, em Maio de 2015 e durante 3 semanas, ao “coração” dos tornados, uma zona conhecida como “Corredor dos Tornados” e localizada em toda a zona do interior centro dos Estados Unidos. Essa equipa será constituída por 5 elementos da associação e que também são caçadores de tempestades em Portugal e que nos últimos anos têm realizado inúmeras reportagens fotográficas e em vídeo, sobre os eventos meteorológicos mais relevantes que têm acontecido em solo português. Uma vez no local, utilizando uma viatura alugada e auxiliados por equipamentos e software de previsão, identificação e detecção no radar das possíveis tempestades, percorreremos as “Grandes Planícies” em busca de possíveis situações meteorológicas mais severas. O objectivo será o da captação da maior quantidade de imagens possível, tanto em fotografia como em vídeo, com vista à posterior produção do documentário “No Caminho dos Tornados”. O mês de Maio costuma ser muito activo meteorologicamente neste local, pelo que contamos ter muitas possibilidades de registar as imagens pretendidas. Será também efectuado o contacto com outras equipas americanas de caçadores de tempestades, bem como com as diversas autoridades oficiais e também com a própria população, de forma a conhecermos de forma integral toda a realidade meteorológica em causa bem como a forma de actuação das várias partes envolvidas. 

Regressados a Portugal, teremos pela frente todo o trabalho de escolha de imagens e produção dos vários episódios que irão compor o documentário. Prevemos que a disponibilização ao público dos episódios em questão, será possível a partir de 01 de Dezembro de 2015.

Damos agora a conhecer os vários elementos que compõem a nossa equipa:

Artur small

Olá! Eu sou o Artur Rebelo Neves. Tenho 38 anos, vivo em Lisboa, a minha formação é em novas tecnologias de informação. Estou neste momento a trabalhar na NOS na Direcção de Instalação e Manutenção de Cliente.

Desde criança que observo fenómenos severos na janela com a minha mãe, talvez venha daí o interesse pela meteorologia e de conhecer mais sobre este tema. Das trovoadas que via, este interesse passou a ser um objectivo e uma paixão cada vez maior e que, com o passar dos anos, se alastrou a outros patamares. Em 2005 com a criação de um projecto chamado Meteoalerta começamos a desenvolver técnicas e a aprender muito mais sobre meteorologia e “stormchase”. Passados estes 9 anos queremos continuar a evoluir e  começar a prestar um serviço à nossa comunidade para maior segurança e informação de todos, existem já vários projectos prontos a avançar, este é um deles. 

A oportunidade de presenciar estes fenómenos no local mais poderoso do mundo, é um sonho prestes a tornar-se realidade! Ver uma realidade que não é a nossa e aprender com os melhores.

Contribua com o que poder, será para aprender e desenvolver novos meios de prevenção no nosso cantinho à beira mar plantado mas, com cada vez mais fenómenos meteorológicos extremos.

Obrigado.

 

Bruno small

Olá! Eu sou o Bruno Gonçalves. Tenho 36 anos, vivo no Algarve, a minha formação é em Engenharia do Ambiente e, desde que me lembro, sou apaixonado pela observação dos céus. Tinha eu cerca de 8 ou 9 anos quando, uma trovoada de grandes dimensões ocorrida na zona de Lagoa, ficou para sempre entranhada em mim. Do medo sentido na altura, surgiu o interesse em conhecer mais sobre o fenómeno em causa e, desde essa altura, a observação de trovoadas passou a ser um objectivo e uma paixão cada vez maior e que, com o passar dos anos, se alastrou a todos os outros tipos de manifestações mais extremas da atmosfera. Desse modo, acabei por criar a página ExtremAtmosfera, onde reúno, num único local, as fotos e vídeos mais relevantes das tempestades que presenciei nos últimos anos, possibilitando, também, a sua divulgação a todos os interessados. A oportunidade de presenciar estes fenómenos no local mais poderoso do mundo, é um sonho prestes a tornar-se realidade!

 

Henrique small

Olá, chamo-me Henrique Santos, sou da Charneca de Caparica, tenho 25 anos e trabalho em Pós-produção vídeo num canal televisivo. O fascínio pela meteorologia apoderou-se da minha atenção e dedicação ainda em criança, aquando da vivência de fenómenos extremos em território Nacional e até mesmo no estrangeiro, onde pude desfrutar de algumas das trovoadas mais intensas de que tenho memória. A paixão pelos audiovisuais, em sintonia com a meteorologia, acaba por ser um vício que alimenta a minha vontade de captar estes fenómenos cada vez mais e melhor. Os EUA enquadram-se, assim, no mais tentador destino para captar alguns dos fenómenos extremos mais intensos do planeta.

 

Miguel Small

Olá! Chamo-me Miguel Pereira, sou de Setúbal, tenho 32 anos e trabalho em Gestão e Valorização de Recicláveis. A minha paixão por tempo severo começou desde muito novo. Ainda criança, lembro-me de passar noites à janela até de manhã, se fosse o caso, para ver trovoada, que é mesmo um fenómeno que me fascina!! O dia que me marcou foi uma trovoada, ou melhor, uma sucessão de trovoadas, que duraram 6 horas e que mergulharam Setúbal no caos, ao ponto de ter que se andar de barco em pleno centro da cidade. Isto aconteceu no dia 18 de Fevereiro de 2008. Em 2007 foi também foi um ano bem activo, em que consegui as minhas melhores imagens até hoje! Bem e é por isso e muito mais que sonho em ir aos EUA, o local onde se pode desfrutar das mais belas e severas tempestades convectivas da terra e em todo o seu esplendor e, assim, realizar um sonho de uma Vida!

 

Saul small

Olá, o meu nome é Saul Monteiro e sou de Lisboa. Tenho 39 anos, trabalho na Cateringpor S.A, mas ser “Stormchaser” é a minha paixão. Na minha primeira caçada ainda não existia internet e, mal passava uma célula com actividade por Lisboa ou por Óbidos, lá arrancava atrás da mesma, só para apreciar a beleza que transmitia. A paixão foi tal que comprei uma camara e nunca mais parei. O ponto alto foi no dia 19 de Março 2008, que que consegui apanhar uma tromba d´água no Cabo Espichel e ser entrevistado no jornal da SIC. Em seguida foi um Outflow em Coruche no dia 09 de Maio 2009, tirando depois mais algumas entrevistas e boas caçadas a trovoada. A ambição agora é tal que, em 2015, quero enfrentar as piores tempestades nos EUA e documentar o que a fúria da natureza pode fazer.

 

 

 

Apoiantes do Projecto

Agradecemos, desde já, o apoio demonstrado sob a forma de contributos para a nossa campanha, aos nossos apoiantes:

António Baeta     Patrícia Gonçalves     José Peixe     Carla Dias    Carina Carvalho     Andreia Santos      Joaquim Gonçalves

Mariline Nóbrega     Ana Benedito    Elsa Jesus      Ginásio Amarilis    Bruno Ramada    João Vieira   André Silva  Pedro Gonçalves

Maria Cristina Jesus    Eurico Gomes   Filipe Rodrigues 

 

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